À procura da luz




Luz e espaço, dois conceitos profundamente interligados e inseparáveis. Sendo a luz elemento revelador das formas percebe-se a importância da sua introdução no espaço arquitectónico, sem a qual seria difícil imaginar o espaço. A luz cria, compõem e define o espaço. Nunca é estática. Esta é um elemento em constante mudança, que permite metamorfosear o espaço, através das sombras e da cor que adquire, com o passar do dia.

A luz, quando incide sobre um objecto define a sombra que vai compor a sua forma, podendo variar consoante a direcção e intensidade desta sobre o objecto, tornando-o assim num elemento “vivo” da arquitectura. Por conseguinte, a luz define, não só o espaço, como também o tempo.

Esta semana, procuramos dar ênfase à luz, porque a vemos como um elemento fundamental em todos os projectos que a Spaceroom desenvolve. A luz é, para nós, a base de qualquer projecto, quer seja ele uma peça de mobiliário, ou um espaço arquitectónico. Tentamos, sempre que possível, introduzir e destacar a luz natural no nosso processo criativo, pela dinâmica que esta proporciona ao espaço, no entanto, complementamo-la, também, com pontos de luz artificial que procuram dar destaque a determinados pormenores que caracterizam o espaço.

Nesta edição, procuramos, também, identificar algumas imagens que transmitem a importância da luz no espaço e como esta o pode modificar. Nestas imagens podemos verificar que há diferenças na forma como a luz penetra e invade o espaço. Como se de uma máquina fotográfica se tratasse, a quantidade de aberturas do espaço pode criar diversas situações distintas que, complementadas com a cor e texturas dos planos reflectores, podem criar múltiplos ambientes.

Outro dos motivos pelo qual nos preocupamos com a correcta utilização da luz diz respeito à sensação de leveza que esta pode transmitir ao espaço e aos objectos. Como podemos verificar nas imagens que apresentamos, estas ostentam um ambiente suave que nos transmite uma sensação de leveza e bem-estar.

Em suma, a luz pode revelar ou desmaterializar formas, espaços e superfícies e, consequentemente, condicionar a escolha de cores, materiais e texturas que podemos, ou não, aplicar nos nossos projectos.