A Linha do Espaço | Vieira da Silva, Arpad Szenes e os seus Contemporâneos




A Linha do Espaço | Vieira da Silva, Arpad Szenes e os seus Contemporâneos é o título da exposição que a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (fasvs) vai inaugurar a 14 de Maio de 2015. Esta mostra é organizada em estreita colaboração com a Galerie Jaeger Bucher / Jeanne-Bucher, de Paris, pioneira na divulgação dos principais artistas abstractos da década de 1950, e que representa o trabalho de Maria Helena Vieira da Silva desde 1933. Esta mostra é a terceira do programa que assinala o 20.o aniversário do Museu da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, depois das exposições Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva – 20 anos (30 Outubro 2014 a 25 Janeiro 2015) e Sonnabend | Paris – New York (5 Fevereiro a 3 de Maio de 2015).
Ao longo de quatro meses a colecção do Museu apresentar-se-á reorganizada e complementada por um significativo conjunto de importantes empréstimos desta galeria, bem como de coleccionadores privados e museus internacionais. Serão apresentadas obras de Vieira da Silva (1908-1992) e de Arpad Szenes (1897-1985), reveladoras da essência das suas pesquisas plásticas e que se destacam pela raridade com que têm sido exibidas no nosso país. Simultaneamente, será exposto um conjunto de importantes obras de vários artistas contemporâneos do casal, muitas delas apresentadas pela primeira vez em Portugal.
A exposição A Linha do Espaço inicia-se com retratos de Vieira e de Arpad, pintados um pelo outro em 1930 em Paris, cidade onde se conheceram e onde, nesse mesmo ano, casaram. Fica o mote para o visitante acompanhar os seus percursos nas décadas seguintes, podendo testemunhar a sua cumplicidade e, simultaneamente, a forte individualidade dos seus trabalhos. A obra destes pintores, organizada numa narrativa cronológica, será apresentada em diálogo directo com uma selecção de trabalhos de outros artistas internacionais, com quem o casal mantinha laços de amizade ou de filiação artística. Afinal, como reconhecia a própria Vieira, as relações com outros artistas foram fundamentais para a sua aprendizagem e desenvolvimento: “O que vêem nestes papéis, são vocês e sou eu também um pouco, mas acreditem, eu detive-vos, devorei-vos, triturei-vos e incorporei-vos na minha teia de aranha.” (Vieira da Silva, 1963).
Em exposição estarão obras de Jean Arp, Roger Bissière e Paul Klee, artistas que influenciaram precocemente o percurso artístico do casal; de Jean Dubuffet, Joaquín Torres García e Mark Tobey, por quem o casal nutria grande admiração; e de Nicolas de Staël, Germaine Richier, Hans Reichel, Zao Wou-Ki e Etienne Hajdu, artistas da mesma geração, com quem Arpad e Vieira mantinham uma relação de respeito e amizade.
Os cruzamentos entre as obras destes artistas destacam a singularidade e originalidade dos trabalhos de Vieira e de Arpad e contextualizam a sua produção na «Escola de Paris», designação não estilística referente ao grupo de artistas estrangeiros que se fixaram na capital francesa nas primeiras décadas do século XX, desenvolvendo trabalhos vinculados, conceptual e formalmente, ao abstraccionismo.
Em exposição estarão 56 obras de Vieira da Silva, 23 obras de Arpad Szenes e 13 obras de outros artistas, provenientes de colecções particulares e de instituições públicas nacionais e estrangeiras, entre as quais a Galerie Jaeger Bucher / Jeanne-Bucher, a Galerie Louis Carré e o Musée national d’art moderne – Centre de création industrielle / Centre Pompidou, de Paris, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e o Museu Coleção Berardo, de Lisboa.
A exposição tem o Alto Patrocínio do Presidente da República Portuguesa, do Embaixador de França em Portugal e da Embaixadora da República da Hungria em Portugal.